Sequestro parou o Brasil nesta manhã de terça-feira e sequestrador acabou morto pela polícia

Willian Augusto da Silva, de 20 anos, subiu no ônibus, por volta das 5h10, em Alcântara, no ponto final. Deu uma nota de R$ 20 e recebeu troco. A tarifa é de R$ 9,15.

Segundo passageiros, estava calmo e foi assim durante toda a viagem até entrar na Ponte. O sequestro foi anunciado às 5h26. Pouco antes das 6h, o ônibus foi atravessado na pista sentido Rio da Ponte.

Willian intimidava os passageiros com uma arma falsa e ameaçou incendiar o ônibus. O Globocop flagrou quando Willian jogou, já em chamas, um desses recipientes para a frente do ônibus. Eram 6h31. Ninguém foi atingido.

Para tal, cortou garrafas PET ao meio, encheu os recipientes com gasolina e os pendurou ao longo da cabine. Fotos de reféns mostram esses copos improvisados.

Willian foi baleado e morto por um atirador de elite do Batalhão de Operações Especiais (Bope) às 9h04, após quase quatro horas de sequestro. Os 39 reféns, incluindo o motorista do ônibus, foram resgatados sem ferimentos – seis deles haviam sido liberados por Willian ao longo das negociações.

A polícia agiu após Willian descer do coletivo e arremessar um casaco. Quando ia subir a escada para reembarcar, ele foi baleado.

Após cerca de três horas e meia de tensão, acabou o sequestro de um ônibus na ponte Rio-Niterói, com a morte do sequestrador por um atirador da Polícia Militar.

Segundo os policiais, nenhum dos cerca de 30 reféns ficou ferido.

Eis os principais momentos do episódio:

5h25: Horário estimado em que um homem de camiseta branca e máscara faz reféns em um ônibus da viação Galo Branco, que rumava de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, ao Estácio, no centro da cidade.

6h06: A primeira menção no Twitter sobre o caso, mesmo antes do anúncio oficial, foi feita por uma mulher que seria passageira de um ônibus que seguia atrás do veículo parado na Ponte Rio-Niterói.

Pouco depois, a imprensa começa a noticiar e a transmitir ao vivo os acontecimentos e a operação policial subsequente.

6h29: A Polícia Militar fluminense confirma que se trata de uma tomada de reféns na ponte e diz que Bope (batalhão de operações especiais) assumirá as negociações. A primeira refém é liberada.

8h35: Em entrevista à BandNews, o coronel Mauro Fliess, porta-voz da Polícia Militar, diz que está em curso uma negociação “tensa” com o sequestrador, pedindo que ele liberte os reféns, e diz que uma das estratégias possíveis é o uso de snipers (atiradores de elite), a depender de decisão tomada pelo policial “gerente da crise”.

8h56: Seis vítimas já haviam sido liberadas, segundo a PM. Uma delas desmaiou logo que desceu do ônibus.

9h02: São ouvidos disparos em direção ao sequestrador, e atiradores do Bope comemoram.

9h18: Polícia Militar confirma fim da operação e a morte do sequestrador. “O Tomador de Refém foi neutralizado por um atirador de precisão do #BOPE e todos os reféns foram libertados ilesos”, afirmou em tuíte.

O homem que sequestrou um ônibus na Ponte Rio-Niterói, na manhã desta terça-feira (20), morreu com seis perfurações, indica uma primeira análise da perícia.

Os tiros causaram ferimentos no antebraço direito, na perna esquerda, no braço esquerdo e no tórax (duas vezes) de Willian Augusto da Silva, de 20 anos. Ainda não é possível dizer, segundo os peritos, quantos tiros atingiram o sequestrador, já que um mesmo disparo pode ter causado mais de um ferimento – ao penetrar o corpo e ao sair.