Senadora Zenaide Maia aponta falhas do Governo Federal sobre a pandemia e diz que a CPI da Covid vai mostrar o que levou o país a 410 mil mortes

Na CPI da Covid a senadora Zenaide Maia falou sobre a gravidade da pandemia e fez críticas ao Governo Federal pela falta de ações eficazes no combate a pandemia.

“Por que uma pandemia com essa gravidade não tem campanha publicitária dizendo as pessoas como se defender? Existe um erro do Governo sim. Negou, não assumiu a coordenação, mudou de ministro 3 ou 4 vezes. Isso não somos nós que estamos criando. O mundo todo viu. A gente já tinha a experiência de outros países. Por que Wuhan fechou a cidade enquanto não chegava vacina? ” questionou a senadora.

Zenaide Maia falou sobre o chamado ” kit anti-covid”, destacando que não há comprovação científica destes medicamentos e que se fosse eficaz, o Brasil não teria este alto índice de óbitos.

“Hoje, no depoimento do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ainda houve parlamentares defendendo o “tratamento precoce”, assunto que já deveria estar superado no Brasil, como já está superado no debate internacional. Se isso resolvesse a gente não estava com 410 mil mortes no país Tem mais de 30 estudos no mundo sobre estas drogas, e todos provaram que não tem eficácia” afirmou.

A senadora também fez comparação ao sarampo, quando não havia vacina, e era habitual o isolamento para evitar transmissão.

” Sou filha de agricultor. Na minha casa quando teve sarampo, meus irmãos mais velhos eram isolados para não transmitirem para os outros. Agora, querem mudar isso com história de medicamentos, de médico de esquerda, de direita?! As vacinas são essenciais. Eu sou médica mas não tenho direito de prescrever um medicamento que a ciência não tenha comprovado sua eficácia terapêutica para aquela patologia”, destacou.

Zenaide enfatizou que a CPI vai mostrar ao país o porquê do Brasil vivenciar esta tragédia de 410 mil mortos.

Acredito que o trabalho da CPI é importante para fazer o Brasil perceber o que nos trouxe a essa tragédia de 410 mil mortos pela doença. A demora do governo na compra das vacinas, a negação da gravidade da doença, a falta de coordenação central e de campanhas publicitárias pelo distanciamento social, pelo uso de máscaras e por outras medidas preventivas, certamente contribuíram para esse cenário catastrófico” finaliza.

Fonte @zenaidemaia