Polícia Civil concluiu: Pedro Inácio Araújo de Maria estuprou e matou a estudante Zaira Cruz

Numa entrevista coletiva dada à imprensa nesta manhã de terça-feira, 26, na Delegacia de Polícial Civil, situada em Caicó, o delegado Leonardo Germano, responsável pelo inquérito, relatou o que, de fato, ocorreu na noite em que a estudante universitária, Zaira Cruz, de 22 anos, foi morta.

Ela foi vítima de feminicídio. E o suspeito, o policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria, a estuprou antes de matá-la.

Com um detalhe ainda mais estarrecedor: em agosto de 2018, Pedro Inácio havia estuprado Zaira, mas ela calou-se e não denunciou. No dia 2 de março deste ano, ela foi estuprada de novo e, desta vez, assassinada.

“No dia 2 de março de 2019, Zaira Cruz encontra-se com ele no carnaval de Caicó. Ele fica com a vítima, dentro de um veículo, entre 2h14min e 3hs da madrugada. Neste lapso temporal, o policial tenta ter relação sexual com a universitária, porém ela nega. Diante da negativa de Zaira, ele a estupra e depois decide matá-la. Por volta das 3hs, Zaira é encontrada morta dentro do veículo, no banco do passageiro”, detalhou o delegado.

Foi durante as investigações que a Polícia Civil descobriu que o primeiro estupro sofrido por Zaira Cruz foi em 2018. A estudante teria dito a uma pessoa próxima que Pedro Inácio tentou manter relações sexuais sem usar preservativo e, como ela se negou, ele a violentou.

“Diante deste fato, gostaríamos de deixar um alerta sobre a importância das mulheres denunciarem este tipo de violência, para que não haja uma progressão característica do ciclo da violência”, alertou o delegado Leonardo Germano.

Pedro Inácio está preso e os investigadores dizem ser ele o responsável pelos crimes.

Como reza a lei, o inquérito agora será remetido à Justiça.

Nos interrogatórios, o acusado ou nega ou se cala quando é perguntado.

Zaira Cruz era de Currais Novos e morava em Mossoró, onde cursava Engenharia Química na UFERSA, Universidade Federal Rural do Semi-árido.