Nordestinas lançam composições de influência afro-brasileira e indígena

Vem de Mossoró, uma das principais novidades da música do Nordeste neste começo de 2021. CoisaLuz é uma banda formada por mulheres musicistas, cantoras e compositoras.

Nordestinas, elas expressam em suas músicas as raízes desse lugar, enlaçadas com as influências afro-brasileiras e indígenas, perceptíveis em cada timbre e cada palavra ressoada. Feministas, entoam desde 2019 um canto de resistência e força que impulsiona as mulheres e o povo negro.

Essa inspiração originou o primeiro EP da banda, Afroameríndia que conta com seis composições autorais, dirigido e produzido por Iury Matias.

O trabalho sai pelo DoSol, que esse ano completa 20 anos de atividade.

“É um canto potente vindo de fora da capital e feito por mulheres em reunião e ebulição. Ficamos impressionados com a força e musicalidade do trabalho e chamamos elas para perto”, comenta Ana Morena do DoSol.

“Em 2019, nos encontramos e decidimos que precisávamos fazer alguma ‘coisa’ juntas. Foi quando surgiu o convite para cantar na Feira das Bruxas, projeto que promove o empreendedorismo feminino em Mossoró. Neste evento, feito e criado por mulheres, a coisa ganhou luz e virou a CoisaLuz”, explica Bianca Cardial que junto com Dayanne Nunes e Flávia Fagundes completam o trio.

A identidade visual de Afroameríndia, desenhada pelo artista Thayne Albano, firma a banda como símbolo da expressão da mulher brasileira, nordestina, afro e indígena.

Com a certeza de que “mulheres que caminham juntas ninguém é capaz de domar”, a CoisaLuz firma uma parceria importante para alçar voos ainda mais longínquos e levar a força de suas mensagens e de suas interpretações aos quatro cantos do país.

Fonte Papo Cultura