Nem Bolsonaro, nem PSL, nem ministros irão para atos “pró-bolsonaro” no domingo que vem

Depois que o presidente Jair Bolsonaro decidiu não participar das manifestações em defesa do seu governo, que também pedem o fechamento do Congresso Nacional e o emparedamento do Supremo Tribunal Federal, o PSL, partido de Bolsonaro, decidiu que também não apoiar as manifestações do próximo domingo (26). 

Em uma reunião sem a presença dos principais integrantes do partido que se posicionaram contra a realização das manifestações e sem os dois filhos de Bolsonaro com mandato no Congresso, ficou decidido liberar os quadros que quiserem ir aos atos.

Bolsonaro pediu aos integrantes de sua equipe que não compareçam às manifestações em apoio ao governo. O próprio presidente desistiu de participar dos atos.

Sem o principal beneficiado pelas manifestações, Jair Bolsonaro, e o seu partido, o PSL, correligionários do presidente temem que os atos do próximo domingo venham a ser um fiasco e contribuam para desgastar ainda mais a popularidade do presidente. Pesquisa divulgada nesta terça-feira, pelo El País, mostrou que com 36,2% da população considerando a gestão de Jair Bolsonaro “ruim” ou “péssima” e 28,6% avaliando como “ótima” ou “boa”, pela primeira vez a desaprovação do governo superou a aprovação.