Morreu neste domingo, aos 41 anos, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), de 41 anos, morreu neste domingo (16) em decorrência de um câncer.

Ele é o primeiro prefeito da cidade de São Paulo a morrer durante o mandato.

Os primeiros tumores foram descobertos há um ano e meio, quando Covas investigava uma irritação na pele.

Logo no início da luta, o câncer já se revelava metastático — quando se espalha por outros órgãos. No meio do tratamento, ele pegou Covid.

Em outubro de 2019, Bruno Covas foi diagnosticado com um câncer na região da cárdia, localizada na transição entre o estômago e o esôfago, durante uma consulta para tratar uma infecção de pele.

Na época, também foi diagnosticada uma metástase do câncer original, com linfonodos aumentados ao redor do pâncreas e um nódulo no fígado.

Ainda em 2019, o prefeito iniciou sessões de quimioterapia e radioterapia, que fizeram com que os tumores regredissem e diminuíssem de tamanho.

Ele continuou o tratamento em 2020 com imunoterapia, sem a necessidade de se licenciar do cargo, pois apresentava boas condições clínicas.

Em exames de rotina em junho de 2020, Covas testou positivo para Covid. Ele não apresentou sintomas e fez a quarentena em casa, sem necessidade de se internar.

Em janeiro de 2021, após ser reeleito nas eleições municipais, Covas anunciou uma nova fase de procedimentos no combate à doença. Ele tirou uma licença de 10 dias para se submeter a novas sessões de radioterapia.

No entanto, em fevereiro deste ano, exames de rotina apontaram que a doença havia ganhado terreno, segundo os médicos, com novo nódulo no fígado.

No último dia 16 de abril, a equipe médica revelou que novos focos de tumores no fígado e nos ossos da coluna e da bacia foram encontrados. Covas voltou a realizar sessões de quimioterapia e imunoterapia.

No final de abril, ele apresentou uma piora no quadro de saúde e foi diagnosticado com líquido no abdômen e nas pleuras, tecidos que revestem os pulmões. Drenos foram colocados para a retirada do líquido, e sua alimentação passou a ser complementada com a administração de alimento na veia.

A drenagem dos líquidos foi bem-sucedida, segundo os médicos, e o prefeito teve alta no último dia 27.

Diante de mal-estar e mais dores no paciente, a equipe médica julgou necessário antecipar a volta de Covas ao hospital, e ele foi internado novamente em 2 de maio.

Os médicos detectaram que ele estava com um quadro de anemia, e foi diagnosticado um sangramento na cárdia (onde o câncer teve início). Covas passou por uma endoscopia e o sangramento foi contido durante o procedimento. Dias depois, o sangramento voltou e ele passou por sessões de radioterapia.

No dia 3 de maio, um dia depois de ser internado, Covas foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi intubado após a descoberta do novo sangramento no sistema digestivo.

O sangramento, causado por uma úlcera, estava localizado em cima do tumor diagnosticado em 2019.

Na sexta-feira (14), ele teve uma piora no quadro de saúde, e a equipe médica informou que seu quadro havia se tornado irreversível.

Nas últimas horas de vida, o prefeito recebeu sedativos e analgésicos para não sentir dores.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu às 8h20 deste domingo (16) aos 41 anos, em São Paulo, informou a prefeitura, em nota.

G1