Final do dia ontem foi tenso: governo Bolsonaro anunciou privatizações de nove estatais e Correios está na lista

governo federal anunciou nesta quarta-feira (21) um plano para privatizar nove empresas estatais.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto após uma reunião do presidente Jair Bolsonaro com o conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Segundo a secretária especial do PPI, Martha Seillier, e o secretário de Desestatização, Salim Mattar, o plano do governo envolve as seguintes empresas:

  • Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebras);
  • Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios);
  • Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp);
  • Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev);
  • Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro);
  • Empresa Gestora de Ativos (Emgea);
  • Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec);
  • Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp);
  • Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).

Durante a apresentação do plano, o governo falou em também incluir creches, presídios e parques no programa de privatizações, mas não explicou quais seriam os projetos.  

O governo prevê a concessão dos parques nacionais de Lençóis Maranhenses (MA) e Jericoacoara (CE); e a renovação, em 2020, da concessão do Parque Nacional do Iguaçu (PR).

Por decisão do Supremo Tribunal Federal, é proibida a privatização de estatais sem aprovação do Congresso. Pela mesma decisão, o governo só pode vender as subsidiárias.

De acordo com o governo, esses estudos vão indicar se há condições de mercado para concretizar a venda das estatais. As análises também poderão recomendar a manutenção da estatal ou a extinção da empresa.

Os Correios são vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e estão presente em mais de 5 mil municípios.

Atualmente, a empresa é presidida por Floriano Peixoto. Em junho, ele substituiu Juarez Cunha, contrário à privatização.

Questionado sobre o que acontecerá com os funcionários concursados dos Correios, o governo disse que ainda não é possível dizer o que vai ocorrer.