Filme potiguar recria os primeiros anos de Nísia Floresta

Tem previsão de estreia para o segundo semestre de 2021, “Dionísia” que traz a história da potiguar Nísia Floresta, nascida em  Papari,  em 12 de outubro de 1810. Hoje sua cidade Natal tem seu nome: Nísia Floresta, RN.

Em outubro acontece o Festival Literário de Nísia Floresta, na cidade natal da escritora e é este o mês de seu nascimento.  O festival é organizado pela secretaria de cultura de Nísia Floresta, e a expectativa é que o lançamento do filme aconteça na abertura do evento.

O curta metragem “Dionisia” tem locações nas fazendas Olho D’água e boa parte das cenas em Lagoa do Fumo, Município de São José de Mipibu RN. O elenco reúne nomes jovens e experientes. A atriz Isadora Gondim vive a escritora adolescente e Alice Ferraz é a personagem criança. A atriz Titina Medeiros surge como Antônia Clara (mãe de Dionísia) e Rogério Ferraz como Dionísio (Pai de Dionísia). Tházio Fernandes atua como Manuel Alexandre, dentre outros nomes.

Segundo o diretor Nilson Eloy, o filme tem uma pesquisa oral e também a consultoria da escritora Constância Lima Duarte, estudiosa de Nísia e  autora de “Nísia Floresta #Presente: Uma Brasileira Ilustre”.

Ele conta que a pesquisa ainda teve a ajuda do pesquisador Luiz Carlos Freire na organização das informações. “É uma ficção baseada na história da personagem real. A ideia é ser ponto de partida para captar recursos de um futuro longa-metragem ou minissérie”, adiantou o diretor.

Nísia Floresta, casou pela primeira vez aos 13 anos de idade, mas separou-se meses depois, voltando à casa dos pais. Aos 21 anos, casada novamente e com uma filha, começou a escrever para o jornal Espelho das Brasileiras, feito para as senhoras pernambucanas. No Rio de Janeiro, já viúva, fundou o Colégio Augusto e lançou a terceira edição de seu livro ‘Direitos das mulheres e injustiça dos homens’.

Também publicou ‘Conselhos à minha filha’, o romance ‘Dedicação de uma amiga’, ‘Opúsculo humanitário’, ‘Páginas de uma vida obscura’ e ‘O Pranto Filial’. Passou mais de duas décadas na Europa e conviveu com grandes escritores, dentre eles, Augusto Comte. Escritos desse período foram publicados originalmente em francês. Nísia faleceu em 1855 e seu nome é um dos pioneiros no feminismo, entre 1817 e 1824.

Para a produtora Thalita Vaz, no filme é possível reconhecer os primeiros pensamentos de Nísia Floresta. O filme tenta suprir a lacuna dessa juventude pouco documentada da escritora, buscando construir a narrativa ficcional a partir de relatos dela própria contidos em sua obra.

Por ser um filme de época, o desafio da produção é organizar os recursos. Por enquanto, conta com patrocínio da Lei Aldir Blanc do município de Nísia Floresta e do Rio Grande do Norte, através da Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. “Ainda pretendemos correr atrás de mais incentivadores, para financiar as próximas etapas”, completou a produtora.

Fonte: Tipicolocal

Foto: Júlio Schwantz