Especialistas desaprovam máscara transparente, que vem sendo vendida no mercado

Com.a Pandemia, tem surgido várias opções de máscara e recentemente, surgiu máscara transparente feita com policarbonato, com preço em torno de R$ 25 a R$ 30, que vem sendo vendido sob o argumento de que é inquebrável, não atrapalha a beleza e dá “liberdade para respirar”.

Porém, conforme especialistas em infectologia e saúde coletiva, esse produto e similares não são eficazes para reduzir os riscos de transmissão do coronavírus.

A explicação, segundo eles, está em dois pontos: o primeiro é que o material não é capaz de filtrar o ar inspirado ou expirado. O segundo é que não há uma boa adesão ao rosto — característica essencial para aumentar a proteção.

Nesse produto, os espaços grandes entre o rosto e a máscara permitem a entrada e saída de ar sem nenhum tipo de filtragem. Por isso, assim como os escudos protetores (face shield), esse produto não deveria ser usado sozinho, sem uma máscara de fato por baixo.

” Essa máscara de vinil, transparente, isso não tem função nenhuma de máscara, não tem elemento filtrante absolutamente nenhum. Isso não deveria nem se chamar de máscara, e sim protetor facial. Máscaras mesmo, que temos hoje disponíveis, são de tecido, cirúrgica e PFF2 ou N95″, diz o infectologista Antonio Bandeira, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A página divulgada pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa com recomendações sobre uso de máscaras não menciona esse tipo de material transparente entre as orientações para proteção contra o coronavírus.

Anvisa respondeu que “não regulamenta e não tem recomendações sobre o uso das máscaras de vinil ou similares”. E a assessoria do Ministério da Saúde respondeu que “a Anvisa deve ser procurada para falar deste tema”.

Bandeira, da Sociedade Brasileira de Infectologia, diz que sente “grande carência de posicionamento”.

Fonte G1 /BBC News Brasil