Advogada de Zaira Cruz: “quem diz que Pedro matou Zaira são as provas. Não sou eu nem o Ministério Público”

A advogada de defesa da família de Zaira Cruz, Kalina Medeiros, conversou com o blog e fez uma avaliação desse um ano desde o assassinato da jovem de 22 anos. O fato se deu no dia 2 de março de 2019, em Caicó, durante o período de carnaval na cidade.

Zaíra Cruz foi encontrada morta dentro do carro do policial Pedro Inácio Araújo de Maria, num dia que Caicó e o RN jamais irão esquecer, pela brutalidade e violência cometidas no ato criminoso que completa 365 dias que ocorreu.

Trechos de Dra Kalina Medeiros, que estão na entrevista que você vai assistir:

“A nossa luta sempre foi para que o assassinato daquela jovem fosse julgado no ano do seu cometimento. Caminhamos muito. A população anseia por um veredicto e quer alguém condenado pelo crime que cometeu.”

Os laudos foram categóricos: Zaira foi estuprada, violentada, asfixiada, torturada…ela foi assassinada.”

O que nós queremos é celeridade

Pedro Inácio Araújo de Maria, policial, cometeu esse crime. Não sou eu, nem o ministério publico, sáo as provas que dizem isso.

Na ultima audiência em outubro passado, foi para simplificar os termos técnicos. Quem julgará esse caso será a população e ela precisa compreender tudo que aconteceu ali.

Eu respeito a defesa, não concordo com muitas das teses levantadas. Mas respeito. O acusado disse que foi morte natural.  

A família, em especial a mãe, sofre. Os amigos sofrem, Currais Novos sofre. Incluse a família dele sofre pela monstruosidade praticada. A mãe de Zaira ressignificou a dor.

 “Para a família de Zaira, ela é um anjo, para o processo ela é um corpo de delito, mas pra humanidade ela é um mártir. Todos nós somos Zaira. Todos nós conhecemos uma Zaira na vida. Então, fazer justiça por Zaira é fazer justiça por muitas.

O carnaval de Currais Novos lembrou Zaira e teve um questionamento estampado nas camisas: Quantas Zairas estão faltando neste carnaval?

Ascensão do feminicídio, vamos discutir o assassinato de mulheres. É ao nosso lado. Uma menina de 22 anos foi assassinada no oitão da nossa casa. Precisamos discutir o feminicidio.

Esse evento em Currais Novos é uma caminhada pela cidade. Na praça da rodoviária uma caminhada com protestos na camisa. Toda família de Zaira vai participar.

O quinto país que mais mata mulheres no mundo. Precisamos discutir o feminicidio, a Lei Maria da Penha.