Condenados pela morte do radialista F.Gomes pegam 14 de anos de prisão, mas o ‘Gordo da Rodoviária’ ganhou o direito de recorrer da pena em liberdade

O ex-pastor evangélico Gilson Neudo Soares e o comerciante Lailson Lopes foram condenados cada um a 14 anos de prisão por planejarem a morte do radialista Francisco Gomes de Medeiros, conhecido como F. Gomes, na cidade de Caicó, a 282 quilômetros de Natal.

Os dois foram julgados oito anos e seis meses após o crime que chocou o Rio Grande do Norte. O júri popular durou dois dias e aconteceu no Fórum Miguel Seabra Fagundes, Zona Sul da capital.

O conselho de sentenças decidiu pela condenação dos dois acusados de serem os mentores do assassinato do radialista. A juíza responsável foi Eliana Alves Marinho e o promotor de acusação foi Flávio Azevedo. Pela decisão do júri, Lailson Lopes, mais conhecido como “Gordo da Rodoviária”, ganhou o direito de recorrer da pena em liberdade. Já o ex-pastor Gilson Neudo Soares começa a cumprir a pena em regime fechado.

F. Gomes foi morto a tiros na calçada da casa dele em 18 de outubro de 2010. De acordo com o Ministério Público, a morte de F. Gomes foi financiada por meio de um “consórcio” que teria o objetivo de angariar R$ 10 mil como pagamento pelo crime. O pagamento seria feito a João Francisco dos Santos, conhecido como “Dão”, que foi condenado pelo crime a 27 anos de prisão.

Os financiadores seriam Lailson Lopes, Gilson Neudo, o advogado Rivaldo Dantas de Farias, o tenente-coronel da PM Marcos Antônio de Jesus Moreira e o soldado da PM Evandro Medeiros. Os militares foram excluídos do processo. O advogado ainda aguarda julgamento

Foto: Rogério Fernandes/TV Ponta Negra