Projeto de jovens paulistas une grupos de desapego com profissionais de escolas de samba, criando marca de moda sustentável e consciente

Em São Paulo, um grupo de jovens irmãos – Matheus, Fábio e Maria Clara –  teve a ideia de criar uma verdadeira cadeia de incentivo e apoio, para artesãs, costureiras, bordadeiras e outros profissionais de escolas de samba de São Paulo, que devido a pandemia estão sem trabalho.

A ideia une profissionais das escolas de samba com mulheres de grupos de desapego que vendem em mini brechós, em feirinhas localizadas na zona leste de São Paulo.

Os jovens compram peças de roupas nestes grupos de desapego, fazem o desenho das peças e nas mãos das profissionais de escolas de samba, surgem novas peças com modelos exclusivos, que são vendidas com a marca DSPG, apostando neste conceito de moda sustentável e consciente.

O funcionário público Maurício Martins, pai dos jovens que apostam neste projeto, destaca que inicialmente o grupo está com foco em jaquetas, mas o plano é criar também outras peças.

“Meus filhos montaram um projeto de moda sustentável. Estão começando a produzir jaquetas femininas. A matéria prima vem de grupos de desapego da zona leste que fornecem calças e retalhos e a produção está nas mãos de costureiras e bordadeiras do Carnaval que estão sem produzir nada com essa pandemia. O Matheus que faz Design, montou desenho de jaqueta, e produziu desenhos de saias. E o plano é fazer saias, shorts, mas atualmente o foco é a jaqueta feminina. Para 20 jaquetas foram usadas quase 60 calças jeans” explica Maurício.

A DSPG tem página no Instagram @dspg.clh. A marca valoriza o “feito a mão”, e inclui formatos como upcycling – criando o novo, a partir de itens antigos –  e como slow fashion, que propõe o consumo consciente de roupas e acessórios. É uma marca que incentiva várias cadeias produtivas, criando a moda sustentável, favorecendo a conscientização para um vestir que vem da empatia e solidariedade, pensando no planeta, de forma consciente.

Fotos: @dspg.clh