Médica é cotada para o Ministério da Saúde

Aliados do presidente Bolsonaro defenderam nos últimos dias ao presidente e a integrantes do Palácio do Planalto que seja feito um “rearranjo” de ministérios — começando pela troca urgente do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para que o governo consiga se preparar politicamente à oposição do ex-presidente Lula, que voltou ao tabuleiro eleitoral na semana passada.

Partidos do Centrão e integrantes do MDB do Senado, por exemplo, defendem políticos para vagas como o Ministério da Educação, Ministério de Relações Exteriores, Minas e Energia — além da “cozinha” do Planalto, como Casa Civil e a própria Secretaria de Governo.

Hoje, todos esses cargos estão ocupados por nomes escolhidos pelo presidente sem participação de partidos – e pertencem ou à chamada ala ideológica ou ao grupo de militares do governo.

Parlamentares avaliam junto ao Palácio do Planalto que, por conta do agravamento e da cobrança por solução na pandemia, o primeiro a ser trocado precisa ser Pazuello, e sugerem o nome da médica Ludhmila Abrahão Hajjar. Além de Ludhmila, Marcelo Queiroga, que preside Associação Brasileira de Cardiologia, é também uma sugestão, e tem apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)

Ludhmila é cardiologista e intensivista, está dedicada a vários projetos acadêmicos em andamento.  Ela é defensora do isolamento social e vacinação em massa.

Ela é graduada em Medicina pela Universidade de Brasília UnB, doutora em  Ciências – anestesiologista, professora associada de Cardiologia da Faculdade de Medicina da USP e já coordenou UTIs cardiológicas de diversos hospitais do país. Conta com apoio político de diferentes partidos, como DEM e PP, e interlocução com ministros do Supremo Tribunal Federal.

Ministro da Saúde alegando problemas de saúde, solicitou afastamento do cargo.

Fonte: Blog de Andréia Sadi, Metrô1, e Uol

Foto: autoria desconhecida