Dados recentes apontam que 12 milhões de residências tiveram energia a partir do bagaço de cana

Se você pensa que a cana de açucar serve somente para produzir álcool e açúcar, está enganado. O bagaço que sobra da extração é queimado para gerar energia elétrica.

Durante a safra canavieira, as 360 usinas de cana do Brasil se tornam autossuficientes em eletricidade. Dessas, 194 chegam a produzir excedentes que podem ser ofertados para a rede nacional, o Sistema Integrado Nacional (SIN).

O dado mais recente da União de Indústrias da Cana de Açúcar – Unica, de 2019, aponta que a geração de bioeletricidade, a partir da cana-de-açúcar, chegou a atender 12 milhões de residências do Brasil, o equivalente a 5% do consumo anual de energia elétrica no país.

Em 2019, a indústria canavieira gerou 14.565 GWh para suprir o autoconsumo, de um total de 36.972 GWh. Segundo a Unica, isso seria equivalente a 47% da produção da usina hidrelétrica de Itaipu, no mesmo ano.

E não é só o bagaço da cana. Dá para produzir eletricidade a partir de diversos outros resíduos da agropecuária, como a lenha, licor negro, casca de arroz, capim elefante e dejetos animais.

Já quando se trata de biocombustíveis, ainda tem o etanol obtido por meio do milho e o biodiesel a partir do óleo de soja. Nas usinas de cana, por exemplo, o mesmo caldo usado para produzir açúcar, fabrica também o etanol, que abastece quase metade da frota de automóveis e motocicletas do Brasil, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar.

Fonte G1

Foto Anderson Viegas